Vale a pena trocar o açúcar por adoçantes?

Vale a pena trocar o açúcar por adoçantes?

Está fazendo dieta e nada de ver a balança se mexer? Você pode estar consumindo os famosos inimigos disfarçados. O adoçante pode ser um desses inimigos.

A verdade é: só deve usar adoçante quem precisa dele. Se você não tem nenhum tipo de doença que exija retirar o açúcar da vida não consuma. Quem tem pressão alta ou insuficiência renal, por exemplo, deve verificar as taxas de sódio de cada marca, que podem ser altas.

Agora se quer emagrecer saiba que, assim como o açúcar, existem diversos tipos de adoçantes que devem ser analisados com base na sua saúde antes de fazer parte da sua rotina diária.

Os pacientes que precisam de uma dieta restrita quanto à quantidade de açúcar no organismo ou que possuam condições metabólicas e fisiológicas específicas como o diabetes, os adoçantes não são apenas indicados, mas necessários. A melhor opção para quem quer emagrecer é sempre adotar uma dieta balanceada com equilíbrio dos nutrientes.

Como os adoçantes possuem substâncias artificiais, eles podem causar intolerância em pacientes saudáveis, principalmente em longo prazo. Inclusive, se consumido em excesso ou de forma errada, ele pode fazer o trabalho contrário e acabar engordando. Isso acontece por causa das substâncias que interferem na regulação natural da fome.

Ação dos adoçantes:
Quando consumimos alimentos adoçados artificialmente, o organismo se prepara para receber glicose. Como isso não acontece, ocorrem alterações na saciedade. Além disso, o uso constante ainda pode viciar o paladar, influenciando negativamente na escolha de alimentos saudáveis, isso sem falar na alteração do sabor do alimento. Alguns adoçantes favorecem ainda a formação de gases devido o uso do sorbitol – substância utilizada para a produção de doces diet – que não é totalmente absorvido pelo organismo provocando alteração no trato gastrointestinal.

E o que fazer então, se eu quero emagrecer? Diferente do que muitas pessoas acham, o aspartame não é uma boa opção. Isso porque quando ele é submetido a altas temperaturas libera o ácido fórmico, substância altamente nociva ao organismo. Mas fique calmo: existem alguns adoçantes mais naturais, como a stévia ou o xilitol que são mais indicados para esses casos e que podem até ser usados por gestantes e crianças.

A stévia tem poder adoçante 300 vezes maior do que a sacarose, além de oferecer baixo risco toxicológico. Além disso, ela não possui calorias, não altera o nível de açúcar no sangue e seu consumo não causa diabetes. Ela não contém ingredientes artificiais e pode inclusive ajudar na inibição da placa e da carie dental.

O xilitol também é natural (fabricado a partir de plantas, frutas e vegetais), possui 40% menos calorias em relação ao açúcar, pode ser agente anticancerígeno e também reduz o crescimento de bactérias na boca evitando as cáries. Quer mais? Esse tipo de adoçante é bem tolerado por diabéticos por não causar alterações rápidas nos níveis de glicose no sangue e ainda pode ser usado no tratamento contra a osteoporose. Alguns estudos mostraram que o adoçante contribui para o aumento da massa óssea.

Alimentos light x Diet e a relação com o açúcar:
Os alimentos lights são aqueles que possuem redução de algum nutriente, não necessariamente precisa ser o açúcar. Por isso, nem sempre eles são saudáveis. É preciso sempre ler o rótulo para saber qual substância foi reduzida e daí então, ver se ele se encaixa na sua dieta. Já o produto diet, assim como o zero, tem algum nutriente retirado completamente. Note que nesse caso também não é necessariamente o açúcar. Um produto diet sem açúcar é apenas um tipo de produto diet.

A maioria dos alimentos e bebidas diet e light faz uma mistura de adoçantes, evitando a concentração da dosagem. Isso amplia ainda mais a concentração de substâncias “perigosas” ao organismo. Essas informações servem para provar que, assim como todos os outros alimentos, o uso de adoçantes não deve passar do consumo diário recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e da Organização Mundial de Saúde.

Veja os indicadores de quantidade de acordo com essas instituições:
Multiplicar os valores pelo seu peso
Sacarina – 5 mg/kg de peso corporal;
Ciclamato de sódio – 11 mg/kg de peso corporal;
Aspartame – 40 mg/kg de peso corporal;
Acessulfame K – 15 mg/kg de peso corporal;
Stévia – 5,5 mg/kg de peso corporal;
Sucralose – 15 mg/kg de peso corporal;
Xilitol, manitol e sorbitol – 15 mg/kg de peso corporal.

Referências
Informe Técnico nº 40, de 2 de junho de 2009, disponível na página da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – http://portal.anvisa.gov.br/

Portal da Organização Mundial de Saúde – http://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/

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